Como estimular a autoconfiança nas crianças?

<strong> </strong>A autoconfiança está diretamente relacionada à capacidade de superar medos, à capacidade de experimentar o novo e à convicção a respeito das nossas próprias potencialidades. Muitas vezes quadros ansiosos estão relacionados ao medo do fracasso ou de lidar com situações que nos desafiam.

Alguns<strong> medos infantis</strong> podem parecer pequenos ou tolos demais para um adulto, mas não menospreze o sentimento da criança. Tente mudar o seu ponto de vista para enxergar a situação na perspectiva infantil. As crianças, não tem as mesmas elaborações mentais que temos, ela está em formação, em desenvolvimento, por isto precisamos auxilia-las a perceber melhor os seus sentimentos e as sensações que tem diante de uma situação desagradável. Este pode ser o grande diferencial no desenvolvimento de um adulto emocionalmente saudável ou não.

Existe uma linha tênue entre expor a criança ao medo, ou protegê-la para que não entre em contato com aquilo que lhe causa desconforto. Nenhum extremo é aconselhável.  O caminho mais eficiente é quebrar o medo em ações de enfrentamento menores até chegar ao objetivo final.

Mas como fazer com que os pequenos olhem para os seus medos e sejam capazes de encará-los? Tudo tem que partir de uma grande brincadeira. É brincando que as crianças aprendem efetivamente. Elaborações e discursos ponderados com conversas prolongadas sobre a importância de assumir o controle de uma situação, tem pouco efeito ou nenhum convencimento. É preciso começar pela experiência concreta, pelo desafio.

Brinque com pequenos obstáculos de superação de medos cotidianos. Crie um jogo, o “<em>jogo da coragem</em>”. Defina um desafio como por exemplo: entrar na água gelada do chuveiro e permanecer lá pelo maior tempo possível. Antes de entrar na água, no entanto, peça a criança para dar uma nota ao tamanho do seu medo que está sentindo. Essa etapa é muito importante pois ela estará percebendo melhor o seu sentimento e dimensionando-o. Depois do desafio cumprido, comemore com ela qualquer que tenha sido a sua conquista, mesmo que seja molhar apenas o pé. Incentive-o a fazer outra vez, e novamente dar a sua nota para o tamanho do seu medo. Deixe a criança perceber que esta nota vai diminuindo a cada vez que ela enfrenta a situação. Você também deve participar da brincadeira revelando suas sensações também, de forma honesta sem maquiar ou inventar coisas.

Nesta situação estamos possibilitando que a criança entre em contato com uma sensação pouco agradável, o medo. Além de identificar este sentimento estará classificando a sua intensidade e a capacidade de superá-lo.

Se quiser usar esta estratégia com alunos em sala, coloque um objeto desconhecido que cause uma sensação diferente (uma geléia molenga ou uma coisa áspera e incômoda ao toque), dentro de uma caixa surpresa onde a criança precisará tocar sem ver e faça o mesmo procedimento, é muito importante ela dimensionar o tamanho do seu medo para perceber que consegue controlá-lo.

Faça isso com outros pequenos desafios, tomando cuidado para não colocar a criança diante de situações que pareçam intransponíveis para ela, pois assim o efeito vai ser contrário, o medo pode aumentar e se cristalizar. Use o bom senso e não perca o espírito da brincadeira impondo a situação.

Deixe que a criança assuma por si mesma a sua capacidade de superação. Assim ela vai levando esta experiência para outros momentos.  Vai se empoderando e potencializando sua autoconfiança!

Use esta estratégia para você também: identifique seu maior medo, dê uma nota a ele, quebre em pedacinhos menores para o enfrentamento gradual e vá exercitando até conseguir superá-lo. Compreenderemos bem melhor os receios infantis se formos honestos o suficiente para encararmos os nossos! Assim você, seu filho e ou seu aluno estarão juntos no desenvolvimento de equilíbrio, força e confiança em si mesmos!

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