Como lidar com crianças indisciplinadas?

Como lidar com crianças indisciplinadas? Esse é o questionamento de 99,9% dos professores, dos pais, dos adultos de modo geral em relação às crianças.

É uma resposta complexa e ao mesmo tempo simples. Complexa porque não é uma receita única que vai funcionar como uma cartilha para todos os casos, e simples porque não precisamos de recursos sofisticados ou teorias complexas para lidar com a situação, mas de sensibilidade e percepção.

A física quântica nos diz que somos seres de energia e que aquilo que pensamos e sentimos cria um campo vibracional que atua no ambiente. Emitimos ondas eletromagnéticas que afetam o ambiente e as outras pessoas, estas ondas são formadas a partir do que pensamos e sentimos. Se o meu ambiente interno está harmônico o meu ambiente externo também se harmoniza.

Vamos entender melhor como isto funciona. Ao entrar em sala de aula o professor leva consigo o seu sistema familiar e o seu sistema crenças pessoais e o aluno também. Quando o comportamento do aluno desestabiliza completamente o professor, isto revela algo que atua interna e profundamente nos dois e se estende pelo campo vibracional de ambos gerando o conflito.

Para que esta relação se harmonize, esta dor interna precisa ser reconhecida, olhada com respeito e amor. E este movimento inicia-se com o professor. Antes de exigir que o aluno mude a sua forma de ser, antes de querer impor um padrão comportamental ideal para a criança, ele precisa olhar e reconhecer o que está agindo internamente nele mesmo, professor. Não mudamos o outro, o nosso único e exclusivo poder é a capacidade de mudarmos a nós mesmos. Se você ainda não consegue compreender isto com muita clareza, experimente a seguinte dica:

Quando o aluno estiver com um comportamento inadequado antes de atuar externamente, atue internamente. Olhe a criança nos olhos, com respeito a tudo que ela representa, a todos os conceitos e convicções que ela traz, a todo histórico pessoal e familiar e, afirme internamente, no seu coração: “eu olho e respeito a sua dor”, ou “eu olho para onde olha o seu amor”, e ainda mais: “Eu sou ‘apenas’ sua professora, estou disponível para te ensinar”. Assim você está entregando a ela o que é dela sem tomar para si o que ela carrega. Colocando-se no seu lugar. Quando essas afirmações são feitas com coerência e verdade, atuam energeticamente alteram o campo vibracional em que ambos estão inseridos. Mas não basta dizer por dizer, tem que dizer sentindo e vivenciando internamente cada palavra, afinal os nossos sentimentos atuam bem antes das palavras ditas. Apenas num estado de verdade absoluta a mágica se realiza. Experimente…

Faça este trabalho interno também quando estiver sozinho. Busque reconhecer o que te movimenta, as suas próprias dores, olhe para elas sem culpa, apenas aceite com respeito ao que te conduz e faça uma reverência interna à sua história de vida e a tudo que te levou a estar onde você está hoje. Agradeça e se alegre com você. Quando nos harmonizamos a tendência é que as situações externas passam a ter menos impacto negativo e assim conseguimos enxergar com mais clareza a melhor forma de agir.

O autoconhecimento tanto do professor como do aluno é a melhor alternativa para prevenção de conflitos tanto no ambiente escolar, como na família, enfim em todas as nossas relações. Sou capaz de me relacionar de forma saudável com o outro se posso ter essa relação amorosa e equilibrada comigo mesmo.

As crianças estão a serviço, a serviço de algo interno que se revela no comportamento e nas ações. Quando conseguimos agir com transparência, num estado de coerência cardíaca, o aluno sente, percebe, confia e se abre para aprender. Precisamos fazer diariamente este exercício de percepção do que atua no âmbito maior, sair das interpretações e julgamentos que fazemos a partir de crenças que nos limitam e enxergar novos horizontes. Este é um lindo processo de descoberta e encantamento! Vamos praticar?

 

Andréa Wolney

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